Em Petrolina, Gilvanete Vidal une a técnica europeia às memórias de suas avós e mãe para criar queijos que são pura poesia. Conheça a história por trás dos premiados Valle Ouro, Travessia e da afetuosa Linha Tetê.
No coração do Vale do São Francisco, o Revi.vas não é apenas uma queijaria ou um restaurante. É um santuário de memórias. O projeto é a materialização do sonho de Gilvanete Vidal, a Dona Gil, que ao lado do marido Clebel decidiu mudar o rumo da vida. Ela deixou para trás o setor funerário e entregou a gestão da empresa antiga aos filhos para buscar algo que aquecesse a alma, o desejo de reviver as lembranças da infância na roça e se reconectar com suas raízes.
O nome “Revi.vas” carrega essa genealogia, unindo o “Revi” de Regis Vidal, seu pai, e o “Vas” de Vasconcelos, sobrenome da avó. Mas é na produção dos queijos que essa história ganha sabor e vida.
O Queijo Está Vivo Dona Gil buscou na França e na Suíça as técnicas mais refinadas de maturação e produção. Porém, ao invés de apenas replicar o que viu fora, ela usou esse conhecimento para traduzir o terroir do sertão. A base de tudo é o leite integral de vacas Girolando e Jersey, adaptadas e muito bem cuidadas, somado à parceria fundamental com a funcionária Dulcinéia. Juntas, elas tratam cada peça como um ente querido.

“O queijo está vivo, ele continua. A gente cuida igual a uma criança, escovando, virando, dando banho… Se não, ele não vai pra frente. Dá trabalho, mas é surreal”, define Dona Gil.
Um Cardápio de Afetos e Histórias Cada produto do Revi.vas é uma homenagem a uma mulher que marcou a vida da família.
- Maricota é uma homenagem à avó materna de Gil. Este queijo é uma réplica afetiva e técnica do queijo coalho que a pequena Gil via a avó fazendo na cozinha de casa. É o sabor da observação e da saudade.
- Milu, ou Manteiguinha, traz o tradicional queijo de manteiga do sertão com o nome de outra avó, a Milu. A técnica, no entanto, é uma herança direta de mãe para filha, pois Gil aprendeu a fazer esse queijo observando sua própria mãe, Dona Graça. É uma receita que atravessou três gerações.
- Linha Tetê mostra que o amor também vem do lado paterno dos filhos de Gil. A linha celebra a mãe de seu marido, a Vó Tetê. O destaque é o iogurte natural, que carrega tanta qualidade que foi premiado com medalha de bronze no Mundial do Queijo no Brasil há dois anos.

A Poesia do Terroir Além das homenagens familiares, outros queijos narram a geografia e a essência do lugar.
- Travessia é um queijo curado inspirado na técnica do Emmental que adocica com o tempo. Seu nome é pura poesia e refere-se à travessia das barquinhas no Rio São Francisco, de Petrolina para Juazeiro. É também uma metáfora da maturação, que passa de um estado “frio” para o “quente” para atingir a perfeição.
- Valle Ouro é a resposta sertaneja ao parmesão. Inspirado no clássico italiano, ele foi adaptado em uma receita original para refletir o nosso clima, ficando mais picante, mais úmido e com a personalidade do Vale.
- Mulungu promove um resgate das raízes mais profundas. Batizado com o nome da fazenda dos avós de Gil — uma família que vivia do gado e do leite —, este queijo é a memória da terra traduzida em sabor.
No Revi.vas, comer um queijo é ler uma página da história de uma família sertaneja que decidiu colocar o amor em cada etapa do processo.
Serviço
- Endereço: Estrada da Tapera, PE-655, Zona Rural de Petrolina/PE.
- Whatsapp (Reservas e Pedidos): (87) 99810-2250
Instagram: https://www.instagram.com/revi.vas/