O cheiro doce do melaço e o som do moedor de cana ainda marcam as madrugadas nos engenhos nordestinos. Mas algo mudou. Nas mesmas terras onde a cachaça nasceu entre senzalas e bicas de cobre, agora repousam barris de carvalho francês e americano, rótulos minimalistas e destilados premiados internacionalmente. O que antes foi símbolo de simplicidade ou estigma tornou se novo luxo líquido do Brasil tropical. O Nordeste está na vanguarda dessa transformação.