No Nordeste, o verdadeiro luxo está na essência: sabor, identidade e território. É nesse cenário que o IPHAN-PE, sob liderança de Frederico de Vasconcelos Brennand, reforça o valor econômico e social da proteção dos saberes e fazeres tradicionais.
Para Brennand, reconhecer oficialmente práticas culturais — como técnicas gastronômicas e vitivinícolas — não é apenas preservar memória: é fortalecer a economia local.
Ao agregar identidade ao produto, atrai-se turismo qualificado, gera-se renda e mantém-se o produtor no campo.

O caso do vale do são francisco: vinho, identidade e desenvolvimento
O Vale do São Francisco, já detentor de Indicação Geográfica (IG) para vinhos e espumantes, busca agora registrar seu “saber-fazer” como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
Segundo Brennand, essa chancela reconhece a inovação sertaneja e fortalece toda a cadeia produtiva — do cultivo ao turismo.
A dupla chancela: estratégia de mercado
A união entre IG + IPHAN cria um selo de valor único:
- Turismo fortalecido: impulsiona a Rota do Vinho e gera novos empregos.
- Mais competitividade: produtos com história valem mais no mercado.
- Preservação garantida: o sucesso econômico incentiva novas gerações a manter o ofício.
A Terroir Nordeste celebra essa visão: a cultura tratada como ativo estratégico, onde autenticidade transforma território em destino e tradição em prosperidade.